DA CONVIVÊNCIA
Relacionamento pressupõe a convivência de, pelo menos, duas pessoas. É um pouco complicado; até mesmo em função do egoísmo e do orgulho que existem em cada ser humano normal. É difícil conciliar vontades, renunciar a desejos, hábitos e opiniões. Há duas alternativas: ambos aprendem a ceder, cada um um pouco; ou um se submete totalmente ao outro. Anula-se como pessoa e passa a agir sempre como o parceiro quer. Aqui em nosso Brasil, até mesmo por uma questão cultural, esse papel de submisso costuma ser outorgado à mulher. O homem é o provedor e a mulher lhe deve obediência irrestrita. Acontece que ninguém consegue renunciar a si mesmo. A submissão é como uma represa: a pessoa se enche de amargura e revolta, enquanto pode suportar; às vezes, a barragem cede. Daí tantos casos de abusos e agressões morais, verbais e físicas, chegando ao extremo do feminicídio (que, lamentavelmente, parece não estar na moda apenas como palavra!). Ou o inverso: mulheres que agride...









