A FRASE DO MARCO AURÉLIO
Eu sei que, às vezes, me repito nos posts.
Mas não é
porque faltem assuntos. Algumas coisas realmente me intrigam e fico esmiuçando
o assunto, tentando entender; os comentários de vocês me ajudam muito, para
isso. Gosto de pensar sobre eles.
Ontem, estive
passeando pelo Pensador e encontrei uma frase de Marco Aurélio, aquele famoso
romano, mais ou menos assim: "Ah, como tem paz o homem que não cuida do
vizinho, nem do que ele faz!".
Achei
simplesmente genial! Simples, objetiva e certeira. Não sei se vocês já notaram,
mas o ser humano costuma olhar mais para a vida dos outros do que para a sua
própria; e isso gera problemas.
Particularmente,
considero-me abençoado por um salutar desinteresse pela vida alheia. Tenho o mau
hábito (que, acredito, seja comum aos velhos) de oferecer conselhos; Procuro
mantê-lo restrito aos blogs.
E longe de mim
a ideia de exigir que alguém os siga; eu mesmo, muitas vezes não consigo. Mais
longe, ainda, o hábito de criticar alguém por ter feito algo; na vida, a conta nunca
é entregue em lugar errado.
Acredito, de
verdade, que somos diferentes uns dos outros e cada um age conforme o seu modo
de ser e pensar; tenho dito isto muitas vezes, não é? E não falo pra constar;
creio, mesmo, nesta premissa.
Creio, também,
que cada um colhe o que planta; hoje, amanhã, ou qualquer dia, a colheita terá
que ser feita. E, se acredito nisto, por que me incomodaria o que meu vizinho
está plantando? O problema é só dele!
É simples
assim. Claro que procuro ajudar, sempre que posso; ou quando me procuram. Fazer
o bem sempre é bom e nos faz sentir alegria; Mas, daí a me intrometer na vida
de alguém, a distância é grande.
E – talvez por
isso – não entendo como a maioria das pessoas vive ligada na vida de outros. Acredito
que seja por falta de problemas próprios; ou, talvez, por achar a própria vida
monótona, medíocre e tediosa.
Felizmente, não
sou afetado por nada disso. Tenho os meus problemas, sim; e faço por
resolvê-los. Também acredito que a minha vida pode até ser medíocre, sem fama
ou dinheiro mas estou satisfeito com ela.
Creio que
caminhamos juntos. Estamos todos no mesmo barco (ou trem, se preferem); a única
diferença é que cada um descerá em um ponto diferente. E continuará a viagem, ou
encontrará apenas o nada.
Não sei;
acredito que a nenhum de nós compete saber. Mas, se viajamos juntos, o melhor
que temos a fazer é tratar bem os outros; ajeitar os seus travesseiros, as suas
cobertas. Mas nunca interferir na sua viagem.
E, porque penso
assim, não consigo entender essa mania que temos de julgar conforme os nossos
parâmetros, se cada um tem os seus e é por eles que traça os seus rumos; joga
as sementes e um dia as colherá.
Afinal, por que tanto nos interessa a vida alheia?



Yo creo que uno debe ocuparse de su vida pero a veces esa curiosidad y ese deseo del chisme si nos pica. Te mando un beso.
ResponderExcluirCuidar da nossa própria vida, JP, é a melhor política, com certeza! É algo que aprendi com a idade. :) Meu abraço, obrigado; boa semana.
ExcluirMuito lindo e que bom todos , idosos ou não, seguissem esse preceito! Cada um de nós já tem tanto a ver e cuidar na SUA própria vida! abração, chica
ResponderExcluirBem como você diz, Chica: a nossa vida já dá tanto trabalho! :) Obrigado, amiga; meu abraço, boa semana.
ExcluirEu tería muito a discorrer sobre isso, em parâmetros unitário e social;
ResponderExcluirmas isso não dá se fazer entender em tão poucas linhas, k. Sou péssima
na escrita, larguei meu mestrado em filosofia, k.
Gostaría de saber o que sería essa "rosa menina" é uma espécie?
Boa entrada de mês de março.
Assunto que dá "pano pras mangas", né, Janicce? Só discordo quanto a você ser "péssima na escrita", viu? E é ótima na jardinagem! A propósito, a "rosa menina" é uma espécie, sim; dá umas rosinhas quase miniaturas, mas lindas! Gostaria de te mandar umas imagens, mas por aqui não tenho como; adoro a minha roseirinha! Meu abraço, obrigado; boa semana.
ExcluirTambém faço isso, mas, de verdade, eu queria saber fazer versos, rimar palavras como Camões, Petrarca, Drummond ou Alécio Souza, meu amigo blogueiro. Falar de amor como Vinicius, Catiaho e Catulo, ou dedilhar cordas como Larissa e seu violão. Queria poder escrever com a malícia e a inteligência daquele que Gilka mantém preso, amordaçado e guardado no calabouço do seu coração.
ResponderExcluirNão é de sonhos que falo, mas de fé e sabedoria, porque exigente não sou; Flávio, arrogante ou pretensioso, menos ainda.
O que eu quero não é muito, eu garanto; no mínimo — para não ser descortês — aceitaria escrever como aqueles que a Academia Sueca costuma agraciar com o Nobel de Literatura.
O resto é isso e, pensando bem, quem sabe não me interesse, afinal, quem sou eu na fila do pão, não é mesmo?
Um abraço grande e obrigado por sua amizade.
Não vou jogar confete não, mestre Sílvio; mas você bem sabe como gosto do jeito que você escreve, não é? Meu abraço, amigo, obrigado; boa semana!
ExcluirPois é Flavio,
ResponderExcluirEstou comentando de um blog meu que
talvez você ainda não conheça, mas quanto
a sua publicação eu cuido muito bem da minha
vida e sempre cuidei, porque penso que se
minha casa não está arrumada, como vou investir
tempo mexendo com a casa alheia?
Mas já me preocupei mais com pessoas e com
essa possibilidade de ajudar. Poucas são as que
dão a mínima importância. No meu ramo mesmo
que é o da escrita, quebrei muito minha cara, porque
a pessoa pegava meu Conselho, assim por dizer, usava
e lançava o livro dela e não me avisava que o conselho
ajudara, pelo contrário passavam a me ignorar. Houve uma,
a terceira que ajudei, porque não cobrei um centavo e nem
passagens pro lançamento em Campos do Jordão, tive
ajuda. Assim que ela lançou, na noite após o lançamento
que foi um sucesso diga-se de passagem, após ela
já encomendou a 2a edição. Enquanto eu viajava de volta ao ES
de ônibus, ela me enviou email comunicando que de segunda feira
em diante que eu só me dirigisse a ela, através de seu advogado,
porque agora ela era uma Escritora, e me mandou os contatos dela.
Meu Deus como eu sofri com essa historia, mas aprendi, imediatamente me dediquei a estudar e me tornei Editora e Assessora Editorial, só trabalhando via Contrato e tabela de preço.
Ela? Nunca mais eu soube. Eu? Sigo minha jornada com carta de mais de 10 autores com os quais me comunico sempre.
Na vida, gosto de morar em Condomínio e em prédio de apartamentos por manter meu anonimato e minha privacidade.
Mas... na vida, no trabalho e no dia a dia, se pedirem minha
ajuda ou opinião eu penso antes de responder. Não é doce,
é auto preservação. Li um livro que me mostrou que amadureci
A Síndrome da Boazinha, de Marriet B. Braiker e se vc ler em ebook
eu tenho para passar free.
Gosto de publicações que nos puxam para a conversa, como essa.
Alias, passa lá no Espelhando, na Conversa dessa semana abordei publicações e autores da Amazon que conheço as obras.
Bjins
CatiahôAlc.
Não conheço ainda, Catiaho; mas vou conhecer, com certeza! Quanto ao que você falou, amiga, nesse campo de reconhecimento e gratidão, penso como diz Augusto dos Anjos, em "Versos Íntimos"; tive algumas experiências assim e sei que isso, infelizmente, faz parte. :( Obrigado pela honrosa citação, meu abraço e boa semana!
ExcluirBoa tarde meu querido amigo Flávio. Concordo totalmente com suas palavras, só dou conselhos quando me pedem e raramente me meto na vida alheia. Muitas vezes e necessário, até ficarmos quietos. Grande abraço do seu amigo carioca. Quando eu fui na Bahia, em 2021, só fui nas rodoviárias de Ilhéus e Itabuna. Depois, para Santo Antônio de Jesus e de lá para Mutuípe. De onde, tenho um grande amigo e conversamos todos os dias pelo WhatsApp.
ResponderExcluirAprrendemos com o tempo, Luiz, que a paz é o mais importante; e, para termos paz, é esssencial cuidarmos da nossa vida! Quando aparecer por Ilhéus, amigo, me avise; será um prazer! Meu abraço, obrigado; boa semana.
ExcluirGostaria muito de saber se as duas senhoras são suas irmãs, até porque vocês se parecem muito.
ResponderExcluirUm abraço e, caso sejam irmãos, parabéns.
Eu até diria com quem elas se parecem, amigo; mas tenho profundo respeito pela senhora sua genitora! :) Meu abraço, véi maluco; te cuida!
ExcluirBom dia Amigo Flávio,
ResponderExcluirUm post que foca aspetos bem verdadeiros.
Infelizmente há pessoas que vivem intrometendo-se na vida dos outros, sentindo uma espécie de satisfação em saber tudo e mais alguma coisa e depois ainda contam a terceiros essas situações. Tenho na família uma pessoa assim, que me deixava mal disposta com esses relatos. No momento abrandou, e graças a Deus a minha cabeça está mais aliviada.
Muito teria a falar sobre o assunto, mas fico por aqui, meu amigo.
Para mim a nossa vida pessoal é o que nos basta , assim como viver no sossego e em paz.
E há tantas coisas interessantes para aprendermos, para ocuparmos nosso tempo, os nossos pensamentos ...
Beijinhos, amigo, e continuação de boa semana.
Emília
Bem como dizes, Emília: "... a nossa vida pessoal é o que nos basta , assim como viver no sossego e em paz."; aplaudo e subscrevo as tuas palavras! Meu abraço, obrigado; boa semana.
ExcluirBom dia, Flávio
ResponderExcluirÓtima postagem. Lembrei de I Tessalonicenses 4:11: "...e procurem viver em paz, cuidando dos seus próprios negócios e trabalhando com as próprias mãos..." Olhar para a vida dos outros, traz muitos problemas. Um forte abraço.
Obrigado, Lucinalva! Meu avô dizia: "Quem se mete com os problemas alheios, deixa de resolver os próprios."; acredito nisso, também! Meu abraço, amiga, obrigado; bom fim de semana.
ExcluirPenso que quem se preocupa com a vida alheia é porque tem uma enorme dose de bisbilhotice ou porque a sua vida é completamente vazia. Em qualquer dos casos , lamentável.
ResponderExcluirA minha vida é suficiente para me dar que reflectir. A dos outros ... ajudo se me pedirem e me for possível.
Amigo meu, forte abraço, feliz Março :)
Desta vez, São, sou eu que te digo: assino em baixo; de todo o comentário. Meu abraço, amiga, obrigado!
Excluir"considero-me abençoado por um salutar desinteresse pela vida alheia"
ResponderExcluire somos dois.
muito certeira essa frase que hoje nos traz. muito grata!
beijos.
... e nisso, Fa, como somos felizes! Meu abraço, obrigado; boa semana!
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