APROVEITANDO O TEMPO
O tempo é o nosso bem mais precioso.
Quando ele se
acaba, vão-se todos os outros. As riquezas acaso amealhadas, os amores
conquistados, as alegrias vividas. O mais simples dos prazeres nos é retirado, de repente.
Porque deixamos
de existir, neste mundo; começa o processo para nos tornarmos lembranças que, a
seu tempo, serão também esquecidas. Tudo acaba, com o tempo.
Esta é a
verdade. Que, talvez, nos pareça cruel; mas não o é. Como todas as verdades
absolutas, não é cruel nem bondosa; apenas indiferente. E, para nosso azar,
também inegável.
Nosso azar...
ou nossa sorte. Porque tudo depende de como vemos a inevitabilidade da morte;
podemos lamentar a certeza do fim, ou aproveitar cada minuto de que dispomos.
Prefiro a segunda
escolha. E tenho dito muitas vezes, neste blog e em outros artigos: a certeza
de que um dia morreremos é a maior motivação para vivermos o melhor que pudermos.
Não é um pensamento lógico? Um bilionário não precisa ter muito cuidado com o dinheiro que gasta à toa; mas aquele que tem pouca grana, precisa controlar cada centavo que se vai.
Uma analogia que, acredito, se aplica ao tempo. Se ele é finito, se um dia (e não sabemos quando) nos iremos, precisamos gastar bem os nossos dias; de uma forma que nos faça felizes.
E, se assim é,
por que cultivar tristezas, quando podemos plantar alegrias? Se colhemos o que
plantamos, por que não semear sorrisos, carinho e esperança? São escolhas que
fazemos.
Claro, eu sou
como todo mundo: tenho preocupações, dúvidas, aborrecimentos e frustrações. Só
procuro não me fixar neles; prefiro lembrar momentos alegres, em que vivi mais
e fui feliz.
Procuro
controlar as zangas e a ira, para oferecer um sorriso e não uma ofensa. Evito
discussões; ainda que não concorde com o ponto de vista do outro, apenas
mantenho o meu, em silêncio.
E não o faço
com aborrecimento, mas com compreensão; em nada me afeta uma opinião diferente,
e o tempo mostrará quem está certo. Não vejo vantagem em "vencer" uma
discussão.
Eu não era
assim; pelo contrário. Lembro-me que era afoito, voluntarioso e fazia questão
de "ter razão", sempre; briguei muito, por isso: sempre queria estar certo e
mostrar que eu era o "Alfa".
Mas a vida me mostrou
que este é o melhor caminho. E, quanto mais avanço para o fim, mais aprecio
cada momento; mais valorizo a paz, o amor e os sentimentos que me fazem feliz.
Aproveito melhor o meu tempo.



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