A HISTÓRIA DOS BURROS

 


Trabalho com marketing político, há cerca de 30 anos.

Não sou de direita, nem de esquerda. Penso, como já ensina um velho ditado, que a verdade está sempre no meio, nunca nos extremos; aprendi isso com minha avó, e confirmei ao longo da vida.

Não costumo, nem gosto de falar de política aqui no blog. E o que vou falar, hoje, não é questão de política; é, simplesmente, lógica. Porque a eleição já passou, mas o que aconteceu no Brasil foi uma loucura.

Vou passar por cima de diversos absurdos a que assisti, chegando ao cúmulo de pessoas que se dizem “patriotas” pedirem ao Trump para jogar um míssil atômico no Brasil que dizem amar. Faz algum sentido?

No meu tempo, patriota era aquele que ama a Pátria, não os políticos. Tão desgostoso ando, que nem fiz questão de votar: passei o dia na praia, com Gilka, comemorando o aniversário dela.

E agora, mesmo depois das eleições, a loucura continua. Tem vereadora querendo proibir a presença de nordestinos em uma cidade do sul e deputado propondo separar estados do Brasil.

Mais: tem empresários demitindo empregados, por conta de suas posições políticas; ou gente propondo boicote a estabelecimentos comerciais, porque os empresários são simpatizantes do PT. Para mim, é uma insanidade total.

Pior ainda, são os casos de agressões por divergências políticas. Ou os crimes de ódio praticados contra minorias, como os indígenas, os gays, os negros ou as mulheres; até os nordestinos são atacados. 

Amo meu Brasil e fico triste ao vê-lo dividido por vaidades pessoais. Lembra-me a velha história dos burros amarrados por uma corda curta e que passavam fome, cada um querendo comer o capim que crescia do seu lado da estrada.

Felizmente, na história, eles não eram tão burros. Perceberam que morreriam de fome, se continuassem assim, e entraram em acordo: comeram juntos o capim que havia em um dos lados e depois foram, juntos, comer o do outro.

Espero que o impasse não dure muito tempo mais; esta animosidade, cada vez mais acirrada, já dura há muito tempo e só tem feito mal ao País, dividindo os brasileiros e entravando iniciativas que poderiam beneficiar a todos.

De minha parte, espero que os dois lados se entendam. Que sentem para conversar, sem agressões e ofensas, entendendo que estamos no mesmo barco e precisamos remar juntos, se quisermos chegar a um lugar melhor.

Ou  vamos ser mais burros do que os burros?

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