MEU AMIGO SÍLVIO AFONSO


Entrei no mundo dos blogs, por duas razões: para divulgar os meus livros e me forçar a escrever pelo menos um texto por semana, a título de lazer.

Já lá se vão mais de 20 anos. E o meu ganho maior são as boas amizades que fiz e os textos excelentes que leio toda semana, nos blogs que visito; tem muita gente boa, escrevendo na internet!

Um bom exemplo disso é o Sílvio Afonso: um melhores cronistas que tenho lido, com suas histórias (ou estórias) curtas, apaixonadas ou sarcásticas; em alguns momentos, ele me faz lembrar o Carlos Heitor Cony.

E isto não é dizer pouco: Cony, para mim, está entre os melhores do Brasil, no gênero. Há muito anos o acompanho e acredito que já li todos os seus livros; ou a maior parte deles.

Mas não estou aqui para fazer resenha literária, e sim para falar da nossa amizade, que nasceu no virtual e evoluiu no real, sem que a gente nunca se tenha visto, a não ser em fotos. 

Quem me apresentou a ele foi a Catiahô, outra amiga blogueira de excelente qualidade e dedicada às artes, especialmente à literatura e ao circo. Ela parece que adivinhou a nossa afinidade e nos pôs em contato.

Depois de trocadas algumas mensagens, ele um dia, do nada, me ligou. Verdade: o maluco é assim mesmo, faz as coisas que lhe dá na telha. Batemos um papo e começamos a nos falar no WhatsApp.

Hoje, conversamos todos os dias no zap. Sobre o quê? Tudo. Na maior parte das vezes, sobre bobagens; Papo de amigos, jogando conversa for a. Um sacaneia o outro, numa saudável disputa de inteligências e gozações.

O cara é meio doido, sim; até por isso, a amizade dá certo. Ele, de longe, participa tanto da minha vida, que até conhece a Gilka, por telefone; e ela resolveu criar, por IA, uma foto nossa. Da reunião que ainda não houve.

E aqui estamos nós, em uma biblioteca, como se estivéssemos fazendo um lançamento dos nossos livros. Eu, confesso, preferiria um barzinho; mas gostei da ideia, pelo apego que ambos temos aos livros.

E estou aproveitando para lhe dar um abraço, meu amigo, e dizer que você é gente boa e escreve bem pra caramba! Quem sabe, se chegar na sua idade, eu consigo escrever bem como você?

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