OS VELHOS E OS NOVOS

 


Há pouco tempo, fiz um post relacionado ao meu próprio envelhecimento. Tenho visto a "desvalorização" dos mais velhos e, por coincidência, encontrei este texto na internet.

Acho que o assunto merece uma reflexão. Assim, resolvi publicá-lo; fiz pequenas mudanças, e aqui está ele.

ETARISMO

Com o passar dos anos vamos, gradativamente, nos tornando mais frágeis. As debilidades aparecem do nada.

Um simples levantar da cama pode ser motivo de vertigem. O costumeiro salivar do velhinho é causa para o engasgo; um rasgo no tapete já facilita o escorregão, ou algum tropeço. A nossa vida de velhos não é fácil.

É comum nos infantilizarem, tratando-nos como crianças e referindo-se a nós com diminutivos que escondem, por trás do carinho aparente, uma opinião clara de "incapaz". Outro infeliz tratamento é a invisibilidade: somos, frequentemente, deixados de lado.

Parece que o etarismo chegou para ficar. Moradores de um bairro de São Paulo, resolveram se indignar com uma casa de repouso vizinha; segundo eles, o lar dos idosos deprecia o entorno. Reclamam até quando um carro fúnebre aparece para o derradeiro traslado.

Propaga-se, cada vez mais, a ideia de que o velho é um estorvo. Algo descartável, que só dá despesa; quanto antes se for, melhor. Essa mentalidade, infelizmente, vem-se entranhando inclusive entre os mais próximos, os próprios familiares.

Essa conduta de desvalorização dos  antecessores, vem a reboque da cultura de desconstrução dos valores e menosprezo dos laços familiares.

Mas não contam com a nossa resiliência: somos forjados através dos anos e dotados de têmpera superior. Temos casca grossa e devemos nos manter, primordialmente, independentes.

O foco é contarmos basicamente conosco; o que exceder disso, é lucro. Cuide-se, invista em si mesmo.

Lembre-se: você é sua maior prioridade. Viva o mais intensamente possível o dia de hoje e procure não adiar os seus desejos. Dentro do possível, realize seus sonhos.

Você é um privilegiado. Tem vivido uma longa jornada e ainda desfruta do bem mais precioso: a vida; saiba aproveitar cada minuto dela. E, se precisar de outro incentivo, basta lembrar: ao que tudo indica, espiritualmente somos imortais.

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