BELEZA OCULTA
Semana passada,
revi o filme "Beleza Oculta".
Muito bom, por sinal! Mas não estou aqui para fazer resenha, ou sinopse; não é a minha praia.
Vou resumir o enredo, apenas para que quem não assistiu possa acompanhar o
raciocínio deste texto.
O filme é sobre um
publicitário, que perde a única filha (aos seis anos) para um câncer agressivo.
Revoltado, ele se aliena do mundo e mergulha na autopiedade; em depressão,
escreve 3 cartas: ao Amor, à Morte e ao Tempo.
Preocupados com
o futuro da agência, seus sócios contratam atores para personificar os três e
dar respostas a ele, levando-o a reagir, antes que a falência prejudique a
todos.
E mais não
digo, sobre o filme. Quem quiser saber, assista; vale a pena! O tema deste post
é o que o "Tempo" vem dizer a ele, sobre as suas queixas e lamentações; achei
muito bom e verdadeiro.
Em suma, o
"Tempo" o chama de ingrato e lhe dá um sermão dos bons. Diz, mais ou menos: "Já
pensou em quantas coisas boas eu lhe trouxe? Já pensou que tudo que você tem,
ou teve, e a sua própria existência, dependem de mim?".
Percebi a
verdade dessas palavras. Tudo, nesta Terra, depende do tempo; só sentimos
qualquer coisa, boa ou não, enquanto estamos vivos, e o que chamamos vida é uma
questão de tempo. Se ele acaba, tudo se vai.
E mais: o tempo
não pode nos levar nada que antes não nos tenha trazido. Por que reclamar da
perda, se na maior parte das vezes não agradecemos a dádiva que recebemos?
Melhor ser grato, pelo tempo em que a tivemos.
É um raciocínio
tão simples, que chega a ser uma epifania. Mas, em nosso egoísmo, dificilmente
percebemos isso. O imediatismo embota o nosso raciocínio e lamentamos a perda,
sem lembrar de agradecer o ganho.
O que nos leva
aos outros "personagens" do filme. Qual seria o valor da vida, se não houvesse a morte? É exatamente a certeza da sua chegada, que nos leva a aproveitar os
dias que passamos na Terra; que nos faz valorizar o que temos.
E quanto ao
amor? O protagonista diz que o amor o traiu e só lhe trouxe sofrimento, e o
"Amor" responde: "Eu não lhe prometi nada; mas em quantos momentos o fiz feliz?
Não trago segurança, só felicidade; não posso fazer mais.".
E prossegue:
"Você diz que vai viver sem amor, mas não tente; ninguém o consegue. Sem amor, as pessoas vegetam; não vivem. Todo mundo precisa ter amor por alguém ou alguma
coisa, para continuar seguindo em frente.".
Se a gente
pensar bem, é verdade. Até em seu profundo sofrimento, o protagonista se sentia
vivo; as mesmas lembranças que o entristeciam, lhe provocavam sorrisos de
ternura, ao lembrar dos momentos passados com a filha.
Vocês não vão
encontrar exatamente estes diálogos, no filme; mas estas são as mensagens que ele passa. Ou, ao menos, me passou. E acho que é bom pensar um pouco sobre
elas. Sempre podemos aprender com os outros.
E, se puderem, assistam ao filme. Como eu disse, vale a pena.



Uno debe apreciar de la vida lo bueno y lo malo. Te mando un beso.
ResponderExcluirComo você disse, JP: o bom e o ruim; um nos agrada, o outro nos ensina. Meu abraço, obrigado; bom fim de semana.
ExcluirA vida nem sempre ocorre de forma prazerosa.
ResponderExcluirAbraço amigo.
Juvenal Nunes
Verdade, Juvenal. E esse é um dos seus encantos. Meu abraço, amigo, obrigado; bom fim de semana.
ExcluirOlá, Flávio, esse filme e muito bom e realmente nos mostra como é importante sermos gratos por todas boas situações que passamos, que mesmo quando nos acontece algo de ruim, precisamos entender, acolhendo o sofrimento e fazendo disso uma lição para nos reinventarmos ....abraços!
ResponderExcluirBem por aí, Ana Lúcia; e a verdadee é que precisamos nos reinventar muitas vezes, durante a jornada. Obrigado, amiga, meu abraço; bom fim de semana.
ExcluirBoa tarde meu querido amigo Flávio. Obrigado pela dica de filme. Gostei muito da sua resenha e explicações detalhadas, sobre o filme. Achei interessante o tema: tempo, amor e morte. Aproveito para desejar um excelente tarde de segunda-feira em Ilhéus, para você e todos os seus familiares. Grande abraço do seu amigo carioca. Pena que Ilhéus, só fui até a rodoviária. Como tenho uma coleção de chaveiros. Passei lá e depois fui para Mutuípe, onde tenho um grande amigo e falamos todos os dias, pelo WhatsApp. Gostei muito de conhecer os Centros Históricos de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália. Quando fui a Salvador, poderia tirar muitas fotos, não tinha o pensamento, que tenho hoje, sobre o Blogger. Gostei muito de conhecer a Praia do Forte e o Projeto Tamar, acho que foi onde, eu tirei uma das melhores fotos da minha vida.
ResponderExcluirConheço Mutuípe, Luiz; trabalhei pertinho de lá, em Amargosa. Também Salvador e Praia do Forte, que são lindos. Você tem bom gosto, amigo! Meu abraço, obrigado; bom fim de semana.
ExcluirBoa tarde Amigo Flávio,
ResponderExcluirUm filme para pensarmos no valor do tempo, da vida e do amor!
Profundo e belo!
Sejamos gratos por tudo o que temos, porque o tempo se esfuma e depois não há mais tempo.
Desfrutemos cada momento da melhor forma possível, dando mais valor ao tempo, a quem nos rodeia e a quem nos deu a vida, nem que, neste caso, sejam as recordações que ficaram.
Beijinhos e continuação de boa semana.
Emília
Exatamente isso, Emília; e você sabe que esses estão entre meus assuntos favoritos. Talvez por isso, amei o filme! Meu abraço, obrigado; bom fim de semana.
ExcluirAmigo Flávio, boa tarde de Paz!
ResponderExcluirHa quem diga que consegue.... não sei como.
Um post muito bom.
Tenha dias abençoados!
Abraços fraternos
Obrigado, Rosélia. Meu abraço, amiga; bom fim de semana.
ExcluirAssisti "Beleza Oculta" e saí desidratada. O filme é um soco no estômago. A forma como eles personificam o Amor, o Tempo e a Morte é genial. É pra repensar as nossas conexões. Um abraço!
ResponderExcluirBem por aí, Rô. E precisamos repensá-las, com certeza! Meu abraço, obrigado; bom fim de semana.
ExcluirBom dia, Flávio
ResponderExcluirObrigada pela dica do filme, vou assistir. Hoje é tempo de agradecer a Deus por tantas coisas e sempre aprendemos uns com os outros, como você bem colocou. Um forte abraço.
Sempre, Lucinalva! São duas coisas que o tempo me ensinou: agradecer todos os dias, e aprender com os outros. Meu abraço, obrigado; bom fim de semana!
ExcluirA vida é para ser vivida a cada minuto, sem dúvida.E devemos ter gratidão por tudo quanto recebemos.
ResponderExcluirNo entanto, perder alguém que amamos , principalmente mpor morte e se é jovem, é algo muito difícil de aceitar.
Se puder, verei o filme.
Gostei do vídeo.
Amigo caloroso abraço, tudo de bom.
Difícil, sim, São; mas precisamos seguir em frente... e o Tempo vem em nosso socorro. Veja, amiga; vale a pena! Meu abraço, bom fim de semana; obrigado!
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